Para saber até quando um produto mantém boas condições de consumo, é feita uma análise em laboratório, com pequenas amostras, para avaliar sob que condições e em que velocidade ele se deteriora. Com base nessa avaliação, chamada de teste de vida de prateleira, é que se determina o prazo de validade de alimentos – remédios e pneus de carro passam por outros testes. A data de validade é um guia não só para quem consome. Saber até quando o produto está em condições de ser vendido é bom para fabricantes- que evitam ter a imagem manchada por danos causados aos consumidores finais dos seus produtos – e para os distribuidores – que conseguem planejar o ritmo de entrega para as lojas.
Prova de resistência:
Testar a validade em laboratório é tão caro que a maioria dos fabricantes só copia o prazo dos concorrentes.
Cada um por si:
Nem todo fabricante encara o teste. Não é que tenham medo de ter o produto reprovado, mas é porque a avaliação é cara – cerca de 20 mil reais em teste de alimentos. Em vez de gastar a bolada, as empresas arriscam e estampam prazos de validade parecidos com os da concorrência.
Ta quente, ta frio:
Amostras dos produtos vão para câmaras que aceleram sua degradação. Em alguns testes o produto é submetido a 10ºC acima da temperatura média do lugar mais quente em que ele é comercializado. Outro teste é fazer a temperatura oscilar entre quente e frio várias vezes.
Perda total:
O fim do teste se dá quando algumas amostras estão muito fora do padrão de cor, sabor e textura. Por meio de análises químicas, é possível estimar o tempo que a degradação – acelerada pelo teste – levaria para aparecer em condições normais.
Aprovação pública:
Se o teste apontar o período máximo para consumo em três meses e 20 dias, o prazo de validade estampado na embalagem cai para três meses. Isso ajuda a garantir que a qualidade do produto não diminuirá antes do prazo ideal para consumo.










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